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AUTOCONCEITO vs CONCEITO REAL

AUTOCONCEITO vs CONCEITO REAL

AUTOCONCEITO vs CONCEITO REAL

O autoconceito pode ser definido de uma forma simples, como a perceção que o indivíduo tem de si próprio e o conceito que, devido a isso, forma de si. Aceita-se que existem quatro tipos de influências que ajudam a construir o autoconceito:
1. O modo como as outras pessoas observam um indivíduo;
2. A noção que o indivíduo guarda do seu desempenho em situações específicas;
3. O confronto da conduta da pessoa com a dos pares sociais com quem se encontra identificada;
4. A avaliação de um comportamento específico em função de valores veiculados por grupos normativos.

Todos estes fatores ajudam a constituir o autoconceito, que pode adquirir características positivas ou negativas.
O autoconceito ideal define-se como o que a pessoa pensa que quer ser, ao contrário do autoconceito real que remete para o que a pessoa é na realidade!
Deste modo, e estando a autoestima relacionada com o autoconceito, quanto maior for a discrepância entre o autoconceito real e o autoconceito ideal, menor será a autoestima. A existência de um autoconceito elevado nas áreas que o indivíduo considera importantes origina níveis elevados de autoestima e a perceção de competência baixa em áreas importantes conduz a baixa autoestima.
O autoconceito não é mais do que um constructo hipotético, tal como muitos outros existentes em psicologia. No entanto é útil e necessário, tem a vantagem de permitir descrever, explicar e predizer o comportamento humano e fazer uma ideia de como o indivíduo se concebe e considera a si próprio. Por conseguinte, é um constructo que ajuda a compreender a uniformidade, a consistência e a coerência do comportamento, a formação da identidade pessoal e porque é que se mantêm certos padrões de conduta no desdobrar do tempo. Desempenha, por isso, o papel importante de um elemento integrador.

O autoconceito é importante em todas as áreas de funcionamento da pessoa, podendo ser classificado em diversos tipos, como os autoconceitos académico, emocional, social ou físico. Cada qual liga-se a aspetos diferentes do comportamento humano.

A promoção do autoconceito está associada a muitos benefícios como um aumento do envolvimento escolar ou profissional e melhorias no desempenho (Cava & Musitu, 2000), entre outros.

Mas como podemos tem uma melhor noção do nosso conceito real?
Não raras vezes somos confrontados com indivíduos que tem um autoconceito ideal desfasado do conceito real, originado naturais incongruências na sua perceção. Não é raro encontrar exemplos de jovens atletas, que tem um autoconceito de que são craques da bola, ou um autoconceito ideal de ser um profissional de futebol como o “Ronaldo”, para depois serem confrontados com diferentes opiniões do seu treinador…ficando a conhecer um conceito real da sua performance. Ou até aquele profissional que tem o autoconceito que é o “melhor” do serviço, para depois ser confrontado com a discriminação por falta de habilidade na comunicação interpessoal, competência ou até ser dispensado por défices de performance.

Um simples exercício de feedback pode ajudar a melhorar a perceção do conceito real, que ajudará a ajustar tais expectativas e adequar comportamentos e na definição de objetivos. Para isso há que ter a coragem para suprimir os nossos mecanismos de defesa e estar disponível para reajustar, caso necessário, um conceito sempre mutante como a vida o é!

1. Escreva num papel alguns atributos positivos e negativos sobre si mesmo. Este autoperceção traduz o autoconceito (a forma como se percebe);
2. Solicite a, pelo menos, 5 pessoas (familiares, amigos, conhecidos…se possível daqueles amigos que lhe dizem tudo “sem reservas” para maior fidedignidade) que lhe forneçam feedback objetivo (sem ter que dar explicações) sobre 5 aspetos positivos e negativos da sua personalidade (aquilo que é visível aos outros). Depois aceite simplesmente o feedback, reunir os atributos, compile-os numa tabela;
3. Faça uma análise objetiva sobre as diferenças que encontrou entre o seu autoconceito e o seu conceito real. Se possível, faça essa análise acompanhado doutra pessoa, pois no caso de pessoas com perfil tímido ou com locus de controlo externos a si (os seus sucesso são devidos à sorte ou a outros…) a tendência é para se menosprezar e valorizar os comentários negativos dos outros, reforçando a sua baixa autoestima.
4. Aceite que a forma como percebe a realidade pode estar desajustada e tenha a coragem para se adaptar, mais do que lutar contra ela. É mais fácil ajustar-se à realidade do que tentar mudá-la!

Boa reflexão!

Ariel Milton
Psicólogo

https://www.facebook.com/arielmilton.pt/

 

 

 

 

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