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O coaching como uma viagem: Preparativos antes da partida.

O coaching como uma viagem: Preparativos antes da partida.

Antes de começarmos uma viagem, existe uma série de passos que deveremos ter em conta, mesmo antes de partirmos. Um deles é, sem dúvida, perceber o tipo de viagem que queremos (e podemos) fazer. Vamos então perceber do que é que falamos, quando se fala de coaching

Começando pela sua origem e significado em sentido estrito, coaching é uma palavra anglo-saxónica à qual se associam dois significados principais: treino ou carruagem. Daqui derivam duas perspetivas sobre o que é o coach, ou seja, sobre a pessoa que disponibiliza coaching aos outros. No campo do bem-estar e da promoção da saúde mental, desenganem-se aqueles que pensam que a palavra coach assume o significado de “treinador” e que, por inerência, coaching é sinónimo de treino. Longe disso!

Coaching significa “carruagem” e o coach é a pessoa que possui uma carruagem que coloca à disposição daqueles que pretendem fazer uma viagem no sentido da mudança nas suas vidas. Ora vejamos: um treinador treina, isto é, diz o que é necessário fazer, a melhor forma de o fazer e, reparem bem, pode até “castigar” quem está sob a sua alçada! Este enquadramento remete para uma relação interpessoal assimétrica, na qual o treinador claramente “assume os comandos” e exerce poder sobre o outro.

Por seu turno, neste artigo defende-se a abordagem ao coaching como “carruagem”. Mas se o coach é o “dono” da carruagem, quem é que decide o destino da “viagem”? É a pessoa que procura o coach e que beneficia de coaching, isto é, o cliente ou coachee. De facto, o coaching é um processo de desenvolvimento pessoal e profissional que só pode ser iniciado quando uma pessoa se sente mobilizada para introduzir uma mudança na sua vida. Por outro lado, a principal ação do coach não é treinar mas sim desenvolver.

Quais os instrumentos de trabalho que o coach utiliza para potenciar o desenvolvimento do cliente? A construção de uma relação interpessoal genuína, simétrica e de respeito mútuo, assente na ferramenta de trabalho principal do coach: fazer perguntas.

Bem, deixemos os aspetos da viagem propriamente dita para um próximo artigo, e voltemos a focalizar o nosso mote inicial: os preparativos para a viagem. Em primeiro lugar, esta viagem só pode ser iniciada se a pessoa desejar mudar algo pessoal ou profissional na sua vida. Mas que tipo de aspetos poderão ser alvo de mudança? A resposta a esta pergunta remete-nos para os tipos de coaching. Deixo aqui alguns exemplos: a) o coaching para executivos centra-se, essencialmente, no desenvolvimento de melhores líderes; b) o coaching de carreira focaliza-se no desenvolvimento de uma maior satisfação do indivíduo com a vida profissional e/ou académica; e, c) o coaching pessoal aborda questões de desenvolvimento pessoal, tanto em termos da relação consigo próprio como na relação com os outros.

Finalmente, uma última questão comum para quem tem interesse em fazer os preparativos desta viagem: onde encontrar a melhor “carruagem” para apoiar a chegada até ao destino pretendido? Em Portugal, a quantidade e a diversidade da oferta de “carruagens” tem vindo a aumentar exponencialmente nos últimos anos, o que por vezes “baralha” os potenciais viajantes. Portanto, há que ser prudente nesta escolha e optar por “carruagens” que já tenham feito várias viagens bem-sucedidas, isto é, nada melhor do que as referências dadas por alguém que já as utilizou previamente.

Depois de definido para onde queremos ir e quem nos irá apoiar até ao destino, estão reunidas as principais condições para dar início ao processo de coaching. Este será o tema a desenvolver no próximo artigo. Votos de uma boa viagem!

Diana Aguiar Vieira

Vieira, D. A. (2008). O coaching como uma viagem: Preparativos antes da partida. Disponível em www.beyou-bemore.com

 

Sobre Diana Aguiar Vieira

Diana Aguiar Vieira é docente do Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto (ISCAP-P.Porto) na qual foi Vice-Presidente (2012-2018). Foi Pró-Presidente do Instituto Politécnico do Porto (P.Porto) na área da Empregabilidade & Alumni (2013-2018) . Doutorada em Psicologia pela U.Porto, a sua Tese de doutoramento sobre “Transição do ensino superior para o trabalho” foi galardoada com o “Prémio Agostinho Roseta” instituído pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade. Tem investigado sobre empregabilidade, ensino superior, soft skills, competências sociais e transversais, sucesso académico e coaching. Autora dos livros “Menos agressividade…mais competências sociais!”, “Transição do ensino superior para o trabalho: O poder da autoeficácia e dos objetivos profissionais”, “Preparados para trabalhar?” e de diversos capítulos e artigos científicos. Tem criado e coordenado serviços de inserção profissional e relação com Alumni em Instituições de Ensino Superior. Colocar o saber da psicologia mais próximo das pessoas é um dos seus lemas e o seu site www.beyou-bemore.com visa facilitar esse propósito.
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