Raio: Desligado
Raio:
km Até onde deseja procurar, à sua volta?
Pesquisar

A negação do modo como vivenciamos os afetos

Márcia Abreu Carrola

Psicóloga, Membro Efetivo da Ordem dos Psicólogos

Mestre em Psicologia

Pós Graduada em Psicoterapias Cognitivo-Comportamentais

Precisamos urgentemente de deixar de banalizar os afectos, as nossas vivências psicológicas. No nosso Portugal, país de brandos costumes, de gente rija e antiga ouvimos frequentemente frases do tipo “Os homens não choram”; “Uma palmada e um cinto fazem milagres”; “Se ela apanhou foi porque fez algo para o merecer”; “Psicologia é uma coisa para os malucos”; “ Nada como uma boa noite de copos para resolver problemas”; “ Falar sobre os problemas é para os fracos”; entre outros tesourinhos de pessoas fortes e rijas como a velha guarda manda ditar.

Depois ficamos a saber que no meio de tanta gente rija e da velha guarda, muitos afogam os seus problemas no álcool, outros planeiam secretamente o suicídio, outros adormecem os problemas em medicamentos prescritos pelos médicos quando em modo de confissão, lá se vão a baixo e pedem “algo químico” que os ajude.

Vivemos numa sociedade que “mata” à partida os sentimentos, os afectos, as vivências psicológicas tão essenciais para o nosso bem-estar físico e emocional. É preciso abrir os olhos e aceitar que o nosso psicológico também rege o físico. É preciso formar todos os técnicos de intervenção em primeira linha que não é vergonha sentir-se triste, ter problemas, que temos de procurar um psicólogo, um psicoterapeuta ou um psiquiatra competente que oiça e terapeuticamente ajude a reequilibrar a sua saúde mental em primeira linha, SEM MEDICAMENTOS, porque um químico é sempre o último recurso.

É preciso sair da idade da pedra e entrar na era da modernidade aceitando a nossa psique e todos os seus “quês” como parte da beleza humana. Se for necessário “copiar” algo no estrangeiro, a bom Português, olhemos para a realidade Inglesa onde a psicologia é respeitada pois estão comprovados os benefícios da intervenção cognitivo-comportamental. São intervenção comparticipadas pelo estado Inglês.

Pelo bem-estar de muitos Portugueses deixemos de querer ser rijos e da velha guarda. É que deste modo, muitos não vivem, apenas sobrevivem representado um papel exigido por uma sociedade à antiga que quer ser considerada moderna e inovadora.

 

 

 

 

Sobre Marcia Abreu Carrola

Mestre em psicologia clínica. Intervenção Precoce. Psicoterapia, avaliação psicológica de crianças e adolescentes, treino de competências pessoais e sociais, programas específicos para necessidades educativas especiais, gestão de conflitos, orientação vocacional e profissional, dinâmicas de grupo, técnicas de estudo e memorização.
Voltar para o Topo

Nota: Os artigos e notícias são da inteira responsabilidade dos parceiros que os escrevem e cuja identificação aparece junto aos mesmos. O Portal da Saúde Mental não interfere com as opções técnicas e científicas dos profissionais e instituições registadas no Portal.

Ao navegar neste site, concorda com a nossa política de cookies. saber mais

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close