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PTSD é também uma doença física!

PTSD é também uma doença física!

Falamos de Perturbação de Stress Pós-traumático (PSPT) quando as consequências psicológicas de um evento traumático se prolongam no tempo, mais do que um mês, podendo no entanto haver um início retardado (quando os sintomas apenas se manifestam dias, semanas ou meses após o evento). Nesta situação é essencial que a pessoa seja acompanhada por psicologia e psiquiatria.

A PSPT atinge o espírito, a alma, a mente, as emoções, as memórias e o corpo. A PSPT é também uma doença do corpo, uma doença somática, passível de ser tratada também a este nível, que sustenta a necessidade de intervenções farmacológicas e não-farmacológicas.

Sabemos que a PSPT cursa com hiperatividade noradrenérgica (o circuito noradrenérgico é o principal sistema de alarme, acionado o circuito cardiovascular) em situações de algum modo relacionadas com o evento traumático.

Não existem psicofármacos específicos para o tratamento da PSPT, e o uso de fármacos numa fase inicial até pode ser contrapruducente (no caso das benzodiazepinas, sobretudo nas fases mais precoces da doença), mas medicação com ação antiadrenérgica poderá ser considerada.

Uma intervenção precoce após o trauma e um diagnóstico de PSPT feito pouco depois dos sintomas aparecerem podem ser muito úteis, se se proporcionar psicoeducação para auxiliar o indivíduo a saber que espécies de sintomas são esperados, de forma que ele compreenda que estas reações não são invulgares e que não deve evitá-las. A psicoeducação, a desenssibilização e a normalização podem auxiliar estes indivíduos a recuperar o controlo das suas vidas.

Há bons tratamentos disponíveis para PSPT. Os dois principais tipos são a psicoterapia e a medicação. Às vezes psicoterapia e medicação, complementam-se.

As Terapias Cognitivo-Comportamental (TCC) são psicoterapias focadas e de duração relativamente curtas para uma vasta série de problemas psicológicos, incluindo a depressão, a ansiedade, a ira, o conflito conjugal, os medos e a dependência/ abuso de substâncias. O foco da terapia é no modo como pensamos (as nossas “cognições”), nos comportamos e comunicamos hoje, mais do que nas nossas experiências da primeira infância.

As Terapias Cognitivo-Comportamental são o tratamento mais eficaz para PSPT, geralmente envolvem o encontro com o seu terapeuta uma vez por semana por até quatro meses. Existem diferentes tipos de terapias cognitivo-comportamental. Os dois tipos mais estudados de TCC na PSPT são a Terapia de Processamento Cognitivo (CPT) e a Terapia de Exposição Prolongada (PE).

Ariel Milton
Psicólogo Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde
15569 OP

https://www.facebook.com/arielmilton.pt/

 

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