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Família com filhos pequenos, é assim designada a segunda etapa do ciclo vital, marcada pelo nascimento do primeiro filho do casal. A partir daí, surge na família um novo subsistema, o parental, ao qual estão associadas novas funções e tarefas que obrigam a reorganizações relacionais, intra e inter-familiares. Estes adultos, a partir desse momento pais, adquirem um novo papel e um novo estatuto (Alarcão, 2006), cabendo-lhes a tarefa de cuidar, proteger e socializar os seus filhos, além de serem responsáveis pela tomada de decisões e pelo estabelecimento de regras (Relvas & Vaz, 2002). Um dos processos fundamentais que o sub-sistema parental deverá levar a cabo é o de vinculação, que dará à criança a segurança de que necessita para “partir à descoberta do mundo, de novas relações e novos conhecimentos” (Howe, 1997, cit. in Alarcão, 2006, p.145).

O que é, então, a parentalidade? Pais e mães influenciam o desenvolvimento da criança, sendo o fator biológico muito visível, já que os pais contribuem geneticamente para aquilo que a criança irá ser (Bornstein & Cheah, 2006). Para além das influências genéticas, a relação entre pais e filhos surge como fundamental, sendo identificada como um fator familiar significativo nas variações em termos de normalidade no desenvolvimento emocional, comportamental e social da criança.

Acresce que, hoje em dia, os pais dispõem de um sem fim de informações vindas de diferentes meios (profissionais, comunicação social, rede social de apoio), existindo uma multiplicidade de artigos na imprensa e em revistas de larga divulgação relacionados com o comportamento e o desenvolvimento da criança (Medway, 1989, cit. in Ribeiro, 2003), que se por um lado podem ajudá-los nas suas tarefas parentais, por outro poderão aumentar o desafio quanto à possibilidade de ser um bom pai / uma boa mãe. Além disso, existe um crescente conhecimento ao nível da Psicologia, sobretudo no que concerne às relações precoces e estilos parentais, bem como ao impacto da parentalidade ao nível do desenvolvimento da criança (Ribeiro, 2003). Estas circunstâncias parecem refletir o reconhecimento da sociedade face à importância que a parentalidade adquire para o futuro da criança.

Ao longo deste processo de desenvolvimento da parentalidade, que anda a par e passo com o processo de desenvolvimento dos filhos(as), surgem grandes desafios e dificuldades aos pais e mães (ex. gerir “birras” crescentes; definir regras e limites; discórdia na forma de educar entre pai e mãe; conflitos familiares). Existem profissionais, clínicas e associações onde pode encontrar profissionais especializados na área da saúde mental que podem ajudá-lo a resolver e ultrapassar da melhor maneira estes problemas de comportamento.

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