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Levante a mão quem nunca se sentiu nervoso na vida! Aquela entrevista de emprego que se aproxima, o receio de não conseguir pagar todas as contas deste mês, aquele teste que vamos ter amanhã. Todos nós já nos sentimos preocupados em diferentes momentos da nossa vida, e a verdade é que algum grau de preocupação e stress pode ser produtivo quando em doses mais baixas porque nos deixa mais alerta para conseguirmos mais eficazmente resolver alguns problemas – ajuda-nos a focar numa situação mais imediata e realista, sentimos que temos algum grau de influência na situação, tolerando algum grau de risco e incerteza, e inclusive sentimo-nos bem por termos ultrapassado determinada dificuldade.

As dificuldades podem surgir quando essa preocupação se torna excessiva (e depois nem conseguimos controlar essa preocupação), estamos constantemente apreensivos, tensos (incluindo a nível muscular), agitados, nervosos, muitas vezes sem perceber já ao certo porquê; mais facilmente nos cansamos; temos dificuldades em concentrarmo-nos; estamos mais irritáveis; e, por vezes, podemos ter perturbações ao nível do sono (temos dificuldades em adormecer ou em mantermo-nos a dormir, temos o sono mais agitado ou sentimos que não dormimos o suficiente).

Sentimos que lidamos mal com o imprevisível, com a incerteza e com a ambiguidade, achamos que de alguma forma o mundo é perigoso, e sentimos que temos de estar sempre vigilantes e atentos porque alguma coisa de mal pode acontecer a qualquer momento e temos de estar preparados para isso. Ainda assim, porém, sentimos que não temos grande controlo sobre as situações, sentimos que somos e estamos vulneráveis. Pensamos muitas vezes “e se…?”. Tentamos evitar aquilo que nos causa stress e, portanto, deixamos de nos expor a algumas situações (por exemplo, alguém que tenha medo de estar em espaços com muita gente – agorafobia – pode evitar ir a concertos ou jogos de futebol, por exemplo). Talvez, perante alguns destes sinais, devamos ponderar procurar ajuda especializada.

A ansiedade é uma das perturbações mais frequentes a nível mundial – estima-se que a sua prevalência, a nível mundial, chegue perto dos 30% – e tem importantes implicações a nível da saúde mental e até física (por exemplo, os músculos ficam muito tensos), social e interpessoal, laboral ou escolar, etc. Existem várias subcategorias da ansiedade, como a ansiedade generalizada, a ansiedade social, a perturbação de pânico e as fobias, e todas elas merecem atenção e intervenção dos profissionais da saúde mental.

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